A coluna Fábia Oliveira descobriu que Ferrugem e sua esposa, Thaís Vasconcellos, decidiram recorrer à Justiça após enfrentarem um pesadelo com a reforma de um imóvel de luxo. O caso foi levado ao Judiciário em 20 de abril.
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O casal optou por processar a Millena Miranda Arquitetura LTDA. Eles relatam ter contratado a empresa após problemas com a primeira contratada. Millena, sócia administradora, teria se apresentado como especialista em gestão de obras.
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CONTRATO E PROBLEMAS Nos documentos da ação, Ferrugem e Thaís Vasconcellos afirmam que a ré se comprometeu a gerenciar todo o trabalho, incluindo a revisão dos serviços já realizados. Eles dizem que, desde o início, foi estabelecido um prazo para a conclusão das intervenções.
O pagodeiro e sua esposa relatam que o pesadelo começou quando perceberam o esvaziamento da obra, seguido de atrasos e descumprimento de prazos e promessas. O casal revelou ter vendido a casa em que moravam confiando na palavra da contratada, mas a demora os obrigou a alugar um imóvel provisório, arcando com multas e custos extras.
MUDANÇA, LAUDO E DESCOBERTAS Os autores relatam que a mudança ocorreu com um atraso de quase um ano e meio. A entrada na nova casa aconteceu com as obras ainda em andamento, mostrando que o local estava inacabado e sem condições de habitabilidade.
O músico e a influenciadora afirmam ter proibido a entrada da equipe da ré após perderem a confiança nos serviços. Eles contrataram um especialista para vistoriar o imóvel e indicar as correções necessárias, enquanto realizavam reparos emergenciais com terceiros.
A surpresa veio com um laudo que listou, entre outras, intervenções urgentes. O imóvel, segundo o especialista, apresentava riscos de desabamento, curtos-circuitos, incêndio e alagamento. O músico e a parceira destacam a preocupação, considerando que seus filhos e animais de estimação também ocupavam o imóvel.
IRREGULARIDADES E COMPORTAMENTO REITERADO Não bastasse, o casal diz ter descoberto que a empresa não possuía cadastro ativo no Conselho de Arquitetura e Urbanismo, o CAU, nem Registro de Responsabilidade Técnica, o RRT, para executar a obra. Uma denúncia ao conselho já teria sido aceita.
A dupla afirma que os fatos não seriam isolados e indicam um padrão de conduta da empresa. Segundo o casal, a empresa de Millena Miranda é ré em outra ação judicial por fatos similares e reúne queixas em plataformas de proteção ao consumidor.
PAGAMENTO MILIONÁRIO Thaís Vasconcellos e Ferrugem disseram ter pago cerca de R$ 3,5 milhões à Millena Miranda Arquitetura pelos serviços. Eles afirmam ter descoberto, após todo o caos, que o valor seria abusivo e incompatível com as práticas do mercado.
ACUSAÇÕES E PEDIDOS Os autores acusam a empresa de violar direitos e disposições das relações de consumo, inadimplência contratual, falha na prestação dos serviços e quebra de confiança e expectativas legítimas.
Eles pedem uma liminar para determinar uma perícia técnica urgente na residência, com o objetivo de apurar todos os vícios existentes no local. O laudo pode servir como uma das provas centrais do imbróglio.
Ferrugem e Thaís pedem indenizações por danos materiais e morais. Solicitam ainda que a ré seja condenada a pagar valores referentes ao custo integral para reexecutar e corrigir as obras.
O casal também requer que a empresa seja condenada a ressarcir todos os valores gastos com reparos emergenciais desde que se mudaram para a casa. Considerando que as quantias deverão ser liquidadas posteriormente, é possível que uma eventual condenação alcance cifras milionárias.


