
Sargento do Exército sob investigação após atropelamento no DF (Foto: Instagram)
O Exército Brasileiro instaurou um procedimento administrativo para investigar o sargento Guilherme da Silva Oliveira, envolvido no atropelamento da jovem Maria Clara, de 20 anos, no sábado (25/4) no Riacho Fundo (DF). Após o incidente, o militar deixou o local sem prestar socorro.
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Em comunicado, o Comando Militar do Planalto (CMP) declarou que colaborará com as investigações e fornecerá as informações necessárias para esclarecer o caso. Também foi mencionado que outro militar, presente no carro durante o atropelamento, será investigado.
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“O Comando Militar do Planalto reforça que não compactua com desvios de conduta de seus integrantes e repudia veementemente quaisquer atitudes que contrariem os valores e a ética militar, atuando com rigor na apuração de eventuais irregularidades, em colaboração com os órgãos competentes”, afirmou o comunicado.
Guilherme foi detido na noite de segunda-feira (27/4) e levado à carceragem do Exército. Na terça-feira (28/4), a Justiça do Distrito Federal decretou sua prisão preventiva após audiência de custódia.
Segundo o delegado Johnson Kenedy, da 29ª Delegacia de Polícia, o sargento responderá por tentativa de homicídio, pois o caso não se enquadra no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Durante o interrogatório à Polícia Civil (PCDF), Guilherme afirmou ter dado marcha ré para acessar um retorno na via, que fica a quase um quilômetro de distância do estacionamento onde estava. Ele alegou não ter prestado socorro por estar em “choque” e com “medo” de ser linchado pelas pessoas no local.
Maria Clara foi atropelada e arrastada no sábado (25/4), no Riacho Fundo (DF), enquanto atravessava a faixa de pedestres com uma amiga. O motorista deu ré em alta velocidade e a atingiu. Câmeras de segurança capturaram o momento do acidente.
Maria Clara passaria por cirurgia na segunda-feira (27/4), mas o procedimento foi adiado devido ao inchaço. Segundo sua mãe, Sara Leão, ela continua internada na UTI de um hospital particular, com fraturas na bacia e no rosto.
De acordo com a mãe, a jovem esteve em uma distribuidora de bebidas pouco antes do incidente, onde um homem teria mexido com ela, mas ela não se lembra do ocorrido.


