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PCC exige testemunha protegida e retém pagamento de R$ 500 mil à Rota

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Investigação aponta Rota negociando informações com o PCC (Foto: Instagram)

A suspeita de que policiais militares das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) teriam negociado informações com o Primeiro Comando da Capital (PCC) por R$ 5 milhões ganhou um novo elemento que intensifica a investigação. Segundo o promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo (MPSP), a última parcela do acordo, no valor de R$ 500 mil, não foi paga porque os policiais não forneceram o paradeiro de uma testemunha protegida.

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A informação está no depoimento do promotor à Justiça Militar, formalizado em cota ministerial assinada pelo Ministério Público Militar, em 26 de março deste ano. Com base em relatos de inteligência, Gakiya afirma que integrantes do PCC discutiram internamente a suspensão do pagamento final devido à falta dessa entrega.

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A Polícia Militar e a Secretaria da Segurança Pública (SSP) foram questionadas pelo Metrópoles sobre as medidas tomadas contra policiais investigados por suposto elo com o crime organizado. Em nota, a SSP informou que a investigação está sob a Corregedoria da Polícia Militar, com sigilo para garantir a eficácia do processo. "As apurações são conduzidas com rigor técnico, observância ao devido processo legal e respeito às garantias individuais", afirma o texto.

O episódio da parcela não paga é parte de um enredo mais amplo, que envolve a suspeita de vazamento de informações estratégicas dentro da corporação. No centro da apuração está uma reunião realizada em 6 de outubro de 2021, na sede da Rota, em São Paulo. Na ocasião, membros do MPSP, policiais da inteligência e um colaborador ligado ao PCC discutiram a estrutura da facção, seus líderes e possíveis operações em andamento. O encontro teria sido gravado clandestinamente.

Segundo Gakiya, essa gravação foi negociada por R$ 5 milhões com o criminoso Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, então líder do PCC em liberdade. Ele foi preso em maio do ano passado, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

O impacto desse suposto vazamento já havia sido sentido antes da reunião de 2021. De acordo com o promotor, a Operação Sharks, deflagrada em 2020, pode ter sido comprometida por repasses indevidos de informações. Tuta, principal alvo da ação, conseguiu escapar mesmo estando sob monitoramento.

A análise de áudios entregues pela testemunha protegida levou o promotor a descartar que o vazamento tenha partido de agentes externos. Para ele, há forte indicativo sobre a participação de policiais com acesso direto às informações.

Os documentos da investigação descrevem um ambiente em que o repasse de informações não seria pontual, mas parte de uma dinâmica mais ampla de favorecimento ao crime organizado. Policiais teriam usado suas funções para antecipar operações, proteger criminosos e, em alguns casos, atuar na segurança de integrantes da facção.

O relato de Gakiya carrega um peso simbólico relevante. Ao longo de décadas, a Rota sempre foi tratada como uma unidade imune à corrupção. “Era comum ouvir que ‘com a Rota não tem negócio’”, afirmou o promotor, com base em interceptações telefônicas de criminosos.

A retenção da última parcela de R$ 500 mil expõe, segundo investigadores, o grau de expectativa do PCC em relação ao suposto acordo com os policiais. Sem a entrega da testemunha, o ciclo de pagamento foi interrompido, a mando do próprio Tuta, como indicam as investigações.

A investigação segue em sigilo e apura o chamado “núcleo de vazamentos” dentro da Polícia Militar de São Paulo. As suspeitas recaem sobre policiais ligados à inteligência da Rota e suas conexões com integrantes do PCC. A apuração expõe uma crise de credibilidade que atinge uma das unidades mais emblemáticas da Segurança Pública paulista e nacional.

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