
Roberta Santana registra queixa contra atriz Cassia Kis por transfobia (Foto: Instagram)
Roberta Santana, uma mulher trans, foi ao Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) no Centro do Rio nesta segunda-feira (27/4) para prestar queixa contra a atriz Cassia Kis. Roberta gravou o momento em que foi impedida pela atriz de usar o banheiro de um shopping.
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O encontro entre a auxiliar de restaurante e as autoridades está agendado para as 13h. A vereadora e ativista Benny Briolly estará presente, oferecendo suporte jurídico e psicológico, e acompanhando o registro da ocorrência.
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O caso, que envolve acusações de constrangimento e violação de direitos, será formalizado e seguirá para desdobramentos legais.
“ME HUMILHOU”, DESABAFOU A VÍTIMA
A denúncia de transfobia contra Cassia Kis, ocorrida no banheiro de um shopping no Rio na sexta-feira (24/4), gerou indignação nas redes sociais e na própria Roberta Santana, que estava a caminho do trabalho.
Em uma conversa exclusiva com a coluna Fábia Oliveira, no sábado (25/4), Roberta, de 25 anos, atriz e auxiliar de restaurante, detalhou o episódio e afirmou que tomará medidas judiciais e policiais contra Cassia Kis.
“Escutei ela falando absurdos, mas ignorei e entrei na cabine. Ao sair, ela estava reclamando com a funcionária do banheiro, que já me conhece. Perguntei se estava falando comigo e ela começou a se alterar”, relembrou.
MAIS DETALHES
Roberta compartilhou mais detalhes sobre a situação: “Ela disse que o Brasil está perdido, que era um absurdo um homem usar o banheiro feminino. Respondi ‘eu sou uma travesti e você deve respeitar travestis em banheiros femininos”, relatou, antes de completar:
“Ela disse ‘então, você está assumindo que é homem’. Travesti não é homem, é gênero feminino, mas ela é ignorante. E são as leis, ela tem que respeitar, senão não pode viver em sociedade”, disparou.
Roberta relatou ainda: “Ela esperou que eu fosse para um lado e foi para o outro. Nos encontramos no corredor seguinte e eu perguntei se ela estava me seguindo. Ela começou a gritar no corredor do shopping. Acho que foi para tentar me intimidar”, lamentou.
COMPORTAMENTO DA AGRESSORA
Em seguida, Roberta desabafou: “Ela foi bem asquerosa, bem ruim mesmo. Não a conheço, só tive esse contato, mas deu pra ver a maldade na fala dela. Ela me humilhou muito, foi uma situação muito constrangedora”, afirmou.
E prosseguiu: “Nunca tinha passado por isso na minha vida. Escutei coisas como ‘não tem placa autorizando sua entrada aqui’ e ‘o Brasil não vai pra frente por isso, essas coisas absurdas’. A chamei de mal-educada e transfóbica, mas fiquei muito abalada e frustrada. Foi uma violência verbal”, lembrou.
Roberta confirmou que vai registrar o caso na polícia na segunda-feira (27/4) e contou que está recebendo apoio jurídico para processar Cassia Kis: “Ela tem que pagar pelo que fez”, encerrou.


