
Daniel Patrício Oliveira, 29 anos, morto em abordagem policial no Rio de Janeiro (Foto: Instagram)
Dois fuzis usados pelos policiais presos por atirar e matar o empresário Daniel Patrício Oliveira, de 29 anos, foram recolhidos pela Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro. As armas pertenciam a um sargento e um cabo da Polícia Militar.
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Além das armas, as carteiras funcionais dos dois soldados foram recolhidas pela PM.
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Os dois foram presos em flagrante pela corregedoria da corporação por homicídio doloso, após análise das câmeras corporais e da viatura. Um dos policiais disparou 13 vezes, enquanto o outro efetuou 11 tiros.
O Ministério Público do Rio solicitou o registro da ocorrência e exigiu da PM a preservação das imagens das câmeras. O objetivo é verificar se há elementos para uma investigação formal contra os PMs.
Relembre
Daniel voltava de um pagode com amigos quando o carro foi parado por agentes do 41º BPM (Irajá). Durante a abordagem, o veículo foi alvejado, e Daniel foi atingido, não resistindo aos ferimentos.
A irmã da vítima relatou que um dos tiros atingiu a cabeça dele, descrevendo a cena como desfigurante. "Minha mãe não poderá ver meu irmão novamente", disse. Familiares afirmam que não houve reação dos ocupantes e que não havia arma no carro.
A morte interrompeu planos de Daniel de sair do Rio em busca de segurança com a companheira. Ele era proprietário de uma loja de eletrônicos e residia no bairro há mais de 20 anos, deixando esposa e uma filha de 4 anos.
Na quinta-feira (23), o corpo de Daniel foi velado no Cemitério de Inhaúma.


