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Negociações entre EUA e Irã permanecem incertas perto do fim da trégua

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EUA e Irã em impasse às vésperas de nova rodada de negociações em Islamabad (Foto: Instagram)

O conflito entre Estados Unidos e Irã continua envolto em incertezas, enquanto se aproxima uma possível rodada de negociações em Islamabad, no Paquistão. O atual cessar-fogo entre as nações está previsto para encerrar na quarta-feira (22/4).

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No último domingo (19/4), o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou o envio de uma delegação ao Paquistão e reiterou ameaças ao Irã. Trump acusou o país de uma "violação completa" do cessar-fogo ao atacar embarcações na área.

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"Estamos propondo um acordo muito justo e razoável. Se não aceitarem, os Estados Unidos destruirão todas as usinas de energia e pontes do Irã", afirmou.

De acordo com Trump, negociadores americanos devem chegar nesta segunda-feira (20/4) para uma nova rodada de diálogos com autoridades iranianas, em meio a uma crescente tensão no Estreito de Ormuz.

Poucas horas depois, o governo iraniano recusou-se a participar de uma nova fase de negociações com Washington no Paquistão.

A decisão, anunciada pela agência estatal Irna, intensifica o impasse diplomático a apenas três dias do término do cessar-fogo, que expira em 22 de abril.

Conforme Teerã, os Estados Unidos têm feito "exigências excessivas" e "irrealistas", além de adotar um discurso contraditório e violar os termos da trégua.

"Nessas condições, não há um cenário claro para negociações bem-sucedidas", declarou o governo iraniano.

Apesar do tom firme, Trump adotou um discurso mais otimista nos últimos dias. Na sexta-feira (17/4), ele declarou que não havia mais "pontos conflitantes" e que um acordo estava próximo.

A nova rodada de negociações seria uma continuação das conversas realizadas em 11 de abril, também em Islamabad. Naquela ocasião, delegações lideradas pelo vice-presidente JD Vance e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, passaram cerca de 21 horas em intensas negociações, mas saíram do país sem um acordo.

Os principais obstáculos permanecem os mesmos: o programa nuclear iraniano e as garantias de segurança exigidas por Teerã.

Enquanto Washington pressiona por limites mais rigorosos, o Irã acusa os EUA de não oferecer confiança suficiente para um compromisso duradouro.

O chanceler iraniano Abbas Araghchi também participou das tratativas e já havia indicado que, apesar de avanços pontuais, ainda havia "distância significativa" entre as partes.

O impasse diplomático ocorre em meio a uma escalada de tensões no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, responsável por cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente.

Nos últimos dias, o Irã alternou entre anunciar a reabertura e impor novas restrições à passagem, em resposta ao bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos a embarcações ligadas ao país.

Donald Trump caracterizou a manobra iraniana como "chantagem".

No sábado (18/4), forças da Guarda Revolucionária iraniana dispararam contra petroleiros com bandeira indiana que cruzavam a região.

Segundo autoridades marítimas, não houve feridos, mas o episódio elevou a tensão.

Neste domingo, Trump classificou os ataques como uma "violação total" do cessar-fogo. Já o Irã sustenta que o bloqueio naval americano representa, por si só, uma quebra da trégua.

Também no domingo, o líder estadunidense afirmou que forças norte-americanas dispararam e apreenderam um navio cargueiro com bandeira do Irã após a embarcação tentar ultrapassar o bloqueio naval imposto por Washington no Golfo de Omã.

Segundo Trump, o navio — identificado como TOUSKA — tem quase 275 metros de comprimento e "pesa quase tanto quanto um porta-aviões".

Em publicação na rede Truth Social, o republicano afirmou que o destróier USS Spruance interceptou a embarcação e ordenou sua parada, mas a tripulação iraniana teria se recusado a obedecer.

"O destróier de mísseis guiados da Marinha dos EUA interceptou o TOUSKA no Golfo de Omã e os advertiu para que parassem. A tripulação iraniana se recusou a obedecer, então nosso navio os deteve imediatamente", escreveu.

Horas depois, o Irã respondeu ao ataque e prometeu uma "resposta rápida".

O quartel-general militar iraniano classificou a ação como uma "violação do cessar-fogo" e denunciou o ato como "pirataria".

"Os EUA atacaram um navio comercial iraniano, violando o cessar-fogo e cometendo um ato de pirataria marítima", disse o porta-voz do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya em um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal Tasnim.

No final da noite desse domingo, os preços do petróleo e do gás natural dispararam. O barril do tipo Brent avançou até 7,9%, recuperando perdas recentes, enquanto o gás natural na Europa subiu até 11%.

O cessar-fogo, iniciado em 7 de abril, previa uma pausa de cerca de duas semanas nos confrontos. No entanto, a trégua tem sido marcada por acusações mútuas de violação e episódios militares no Golfo.

Além dos ataques a embarcações, o fechamento intermitente do Estreito de Ormuz e o bloqueio naval no Golfo de Omã e no Mar Arábico ampliaram o risco de uma nova escalada.

Nos bastidores, mediadores internacionais, como o Paquistão, ainda tentam manter canais de diálogo abertos a fim de buscar uma solução diplomática o mais rápido possível. No entanto, a recusa iraniana em retomar as negociações neste momento sinaliza um cenário mais instável.

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