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Alckmin Defende Discussão de Especificidades na Redução da Jornada 6×1

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Alckmin defende análise setorial antes do fim da jornada 6×1 (Foto: Instagram)

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta segunda-feira (20/4) que o Congresso Nacional deve analisar as "especificidades" de cada setor econômico antes de decidir pelo fim da jornada 6 x 1. Na semana passada, o Governo Lula enviou um projeto de lei com urgência constitucional que propõe a redução da jornada de trabalho.

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Durante uma visita a uma empresa química em Cubatão, na Baixada Santista, Alckmin destacou que a diminuição da jornada de trabalho é uma tendência global devido aos avanços tecnológicos. "É necessário debater e discutir isso. O governo apoia, mas é preciso analisar as especificidades, pois nem todos seguem a mesma lógica. Cabe ao Congresso aprofundar essa discussão. Somos favoráveis, pois essa é uma tendência mundial", afirmou Alckmin, que ocupa interinamente a Presidência da República enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em viagem à Europa.

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No início do mês passado, Lula também apoiou a ideia de que o novo modelo de jornada seja discutido com diferentes setores, através de um acordo entre empresários, trabalhadores e governo. "Qual é a jornada ideal? Para muitas categorias, há jornadas diferenciadas. Podemos ter uma regra geral, mas, na regulamentação, será preciso considerar as especificidades", afirmou Lula em discurso durante a II Conferência Nacional do Trabalho (CNT), em São Paulo. "Não queremos impor uma jornada. Queremos construir algo viável. É melhor negociar do que recorrer depois à Justiça do Trabalho", opinou o presidente.

Além do projeto do governo, está em tramitação na Câmara dos Deputados uma proposta de emenda à Constituição (PEC) do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), apresentada em 2019. O texto foi anexado a outra proposta, protocolada em 2025 pela deputada Erika Hilton (PSol-SP). Ambas as proposições, agora unificadas, estão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e devem ter a admissibilidade votada na próxima quarta-feira (22/4).

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), sinalizou que pretende dar prioridade à PEC. Na última sexta-feira (17/4), o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, reuniu-se em privado com Motta para tentar convencê-lo a pautar o projeto do governo, que teria uma tramitação mais rápida e mais chances de ser aprovado ainda neste semestre, segundo o Planalto. No entanto, o parlamentar rejeitou a proposta.

Nos bastidores, o impasse gera uma disputa por protagonismo político com a aproximação das eleições previstas para outubro. Lula quer transformar o fim da jornada 6×1 em uma bandeira de reeleição. Já Motta, que em 2025 enfrentou dificuldades para conciliar demandas da direita e da esquerda, busca aumentar sua visibilidade no Legislativo com a eventual aprovação da proposta.

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