
Cuidado com os petiscos: em excesso, eles podem prejudicar a saúde do seu gato. (Foto: Instagram)
Os famosos petiscos são irresistíveis para qualquer animal de estimação e são uma maneira eficaz de agradar, especialmente os gatos. No entanto, se oferecidos de maneira incorreta, podem trazer consequências negativas — entre elas, uma das mais preocupantes: a obesidade felina.
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A veterinária Luciana Oliveira, doutora em nutrição animal, explica que qualquer alimento tem calorias. “Se o animal consumir mais do que precisa, ele vai ganhar peso. No caso de um gato obeso, as calorias vindas de petiscos acentuam o problema e dificultam o emagrecimento.”
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A obesidade é considerada uma condição perigosa, pois ocorre de maneira silenciosa. Ou seja, os tutores só tomam providências quando o pet já está enfrentando problemas de saúde relacionados ao ganho de peso. Nesse sentido, a qualidade e a expectativa de vida são diretamente afetadas.
A especialista ainda destaca que a maneira mais eficaz de identificá-la não é por meio da balança, mas pela avaliação do escore de condição corporal. “Esse escore varia de 1 a 9, sendo 5 o ideal. A avaliação é feita por meio da palpação do corpo do animal, observando a presença de gordura e a definição corporal”, explica.
No entanto, a pesagem não deve ser negligenciada. “Para gatos com peso ideal, o acompanhamento mensal costuma ser suficiente. Já em casos de sobrepeso ou obesidade, o controle precisa ser mais próximo, podendo ser semanal ou quinzenal, especialmente quando o animal está em processo de emagrecimento.”
Luciana revela que, ao perceber o pet obeso, um dos erros mais comuns entre os responsáveis é reduzir a quantidade de ração repentinamente. Essa ação pode, na verdade, causar deficiência de nutrientes essenciais. Segundo ela, o ideal é utilizar a opção adequada, como ração light ou terapêutica para obesidade.
Além da alimentação, é fundamental garantir estímulos físicos — sempre respeitando os horários em que o animal costuma ficar mais ativo. “Ambientes enriquecidos, com prateleiras, nichos e móveis verticais, incentivam o gato a se movimentar mais. Brinquedos como bolinhas, varinhas e arranhadores também ajudam a aumentar o gasto de energia”, orienta.
Por último, a profissional reforça que, durante o processo de emagrecimento, o controle deve ser criterioso. “Diferente dos cães, gatos têm mais dificuldade para perder peso. Por isso, cada caloria importa. Em muitos casos, o ideal é suspender completamente os petiscos durante a dieta”, conclui.


