
Ex-major Ailton Gonçalves Moraes Barros em audiência de custódia na sede da Polícia Penal do Rio de Janeiro. (Foto: Instagram)
O ex-major do Exército, Ailton Gonçalves Moraes Barros, foi detido pela Polícia Federal (PF) na sexta-feira (10/4) por ordem do ministro Alexandre de Moraes. Durante uma audiência de custódia, ele expressou que não deseja permanecer preso em Benfica (RJ), alegando que o local abriga "eleitores" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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O major, que é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi preso para cumprir pena relacionada ao processo da trama golpista. Durante a audiência, Ailton declarou que sua vida está em risco no presídio. "Eu peço ao senhor [juiz auxiliar de Moraes] que considere com urgência, pois aqui onde estou, minha vida está em perigo", afirmou o ex-major.
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Ailton comentou que o risco à sua vida não está relacionado à sua condição de ex-militar, mas sim à situação política. "O presídio é conhecido por ter pessoas que são eleitores do atual presidente, o que me causa sérios problemas. A condição de ex-militar é a que menos pesa", acrescentou. Expulso do Exército, ele já sofreu agressões no presídio quando esteve preso preventivamente por ordem de Moraes. Por isso, a defesa solicitou sua transferência para Bangu 8.
Na sexta-feira, a PF cumpriu o mandado de prisão na residência de Ailton, no Rio de Janeiro, onde ele estava em prisão domiciliar.
Além dele, o Exército Brasileiro executou três mandados de prisão contra os militares Ângelo Denicoli, Giancarlo Rodrigues e Guilherme Almeida.
A coluna está em contato com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) do Rio de Janeiro.


