
Vice-presidente Geraldo Alckmin fala em evento da UGT, em São Paulo. (Foto: Instagram)
Com uma agenda movimentada em São Paulo nesta segunda-feira (13/4), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) falou sobre o resultado da mais recente pesquisa eleitoral, que coloca o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Alckmin afirmou que a imagem do governo "vai melhorar" e ressaltou que as eleições ainda não começaram. A declaração foi feita dois dias após a divulgação da pesquisa do Datafolha, que mostra Flávio com 46% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 45%, em um possível segundo turno. Na pesquisa anterior, divulgada um mês antes, Lula liderava com 46% contra 43% de Flávio Bolsonaro.
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Dentro da margem de erro, os resultados indicam um empate técnico. Nos cenários em que Lula enfrentaria Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) no segundo turno, também há um empate técnico.
Indagado sobre a queda de Lula nas pesquisas, Alckmin afirmou que o desempenho vai melhorar. "Vai melhorar, isso é um retrato de um momento em que o presidente Lula tem tudo para mostrar que o Brasil avançou. Melhorou a educação, a saúde, que é a grande necessidade da população. Mais investimentos, mais médicos, mais especialistas, redução da fila, um grande empenho. O meio ambiente, o desmatamento caiu. […] A economia avançou, o desemprego diminuiu, a renda da população melhorou. [Lula] vai ter um belo trabalho este ano", disse Alckmin em um evento de empreendedorismo na zona oeste de São Paulo.
Posteriormente, Alckmin se encontrou com representantes da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e voltou a comentar o tema, destacando que a campanha ainda não começou. "Pesquisa é momento, a campanha só vai começar após as convenções. Aí sim, com as convenções definidas, você saberá quem realmente é candidato, quais são as chapas, aí começa o debate, e haverá maior participação e interesse da população, e eu acredito na comparação. Acho que as campanhas existem para isso, para você comparar", afirmou o vice-presidente.
O levantamento foi realizado pelo Instituto Datafolha e entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 7 e 9 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.
Sobre a disputa ao Senado, Alckmin mencionou que, por enquanto, ainda não há definição sobre a chapa do pré-candidato ao governo Fernando Haddad (PT). Nos bastidores, uma das vagas é praticamente certa para a ex-ministra Simone Tebet (PSB). Do Mato Grosso do Sul, ela se filiou ao partido de Alckmin para concorrer em São Paulo. A outra vaga da chapa de esquerda ainda está em aberto. Os nomes dos ex-ministros do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), e do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), são os mais cotados.


