
TCU prevê licitação de R$ 60 mi para terceirizados e desagrada aprovados (Foto: Instagram)
A descoberta de uma articulação do Tribunal de Contas da União (TCU) para abrir uma licitação milionária visando a contratação de terceirizados tem causado controvérsia entre os aprovados no último concurso do órgão.
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A coluna recebeu reclamações de candidatos que questionam a coerência da decisão e criticam a manutenção de uma cláusula de barreira que os impediu de avançar no concurso.
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De acordo com relatos, cerca de 40 candidatos foram aprovados nas etapas do concurso para Técnico Federal de Controle Externo, mas ficaram fora da lista final devido à cláusula de barreira no edital. Os candidatos afirmam que, sem essa limitação, teriam sido convocados.
Uma das candidatas, que preferiu não se identificar, disse que se preparou por cinco anos e foi eliminada apenas por causa da cláusula, apesar de ter sido aprovada nas fases do concurso. Ela relata que a frustração aumentou após o anúncio da licitação para contratação de terceirizados.
Documentos obtidos mostram que uma comissão de aprovados na primeira fase apresentou um requerimento formal ao TCU pedindo a revisão do edital para ampliar o número de candidatos no cadastro de reserva.
Os candidatos argumentaram que limitar o cadastro a 20 nomes, além das 40 vagas imediatas, era incompatível com o edital, que previa a correção das provas de 130 candidatos. Eles também mencionaram a existência de cargos vagos no tribunal.
A área técnica do órgão responsável pela análise orçamentária, no entanto, rejeitou o pedido. Em um despacho interno, a Secretaria Especializada em Orçamento, Finanças e Contabilidade afirmou que o atual cenário fiscal impede a ampliação de vagas.
Apesar do argumento na negativa, o TCU estaria articulando uma licitação estimada em mais de R$ 60 milhões para contratar serviços terceirizados de apoio administrativo, contábil, financeiro e organizacional.
A contratação prevê cerca de 365 postos de trabalho terceirizados, incluindo profissionais de apoio administrativo, contabilidade, finanças, contratação e fiscalização, além de psicólogos organizacionais, todos em Brasília.
Nos documentos que justificam a contratação, o tribunal reconhece o déficit crescente de servidores devido a aposentadorias e vacâncias, admitindo que as vagas preenchidas pelos últimos concursos não foram suficientes para atender à demanda.
Victor Gammaro, jornalista e influenciador especializado em concursos, questionou a previsão de gasto superior a R$ 60 milhões com terceirização enquanto candidatos aprovados seguem sem convocação.
O Tribunal de Contas da União, em nota, afirmou que a contratação de serviços terceirizados e a realização de concurso público possuem naturezas e objetivos distintos, destacando que não há substituição de concursados, pois se tratam de funções diferentes.


