
TSE cassa mandato de Renan Bekel por compra de votos (Foto: Instagram)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou nesta quinta-feira (10/4) a cassação do mandato do deputado estadual Renan Bekel (Republicanos-RR). Ele havia recorrido da decisão da corte regional de Roraima, que o condenou em 2020 por compra de votos nas eleições de 2018.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Durante o período, Bekel conseguiu manter seu cargo devido a recursos judiciais que postergaram a decisão final. Com a negativa unânime dos ministros do TSE, ele não só perdeu a cadeira na Assembleia Legislativa de Roraima, como também foi condenado a pagar uma multa de R$ 53 mil.
++ Jovem mata o padrasto para defender a mãe e o inesperado acontece
A ação civil inicial foi movida pelo Ministério Público Eleitoral, que desvendou um esquema organizado de pagamento a cabos eleitorais e eleitores em benefício da candidatura de Bekel.
De acordo com o órgão, o esquema funcionava com uma hierarquia de “líderes” e “liderados”, com valores fixos para garantir o voto: os “líderes” recebiam em média R$ 250 para organizar grupos, enquanto os “liderados” ganhavam R$ 100 por votar em Bekel.
Para assegurar o voto dos eleitores, a campanha elaborava listas de telefonemas simulando pesquisas de intenção de voto. “A recompensa financeira só era dada àqueles que confirmassem o nome de Renan Bekel como o escolhido”, destacou o MP. Conforme Alexandre Espinosa, vice-procurador-geral Eleitoral, o esquema movimentou mais de R$ 1 milhão e não admitia interpretações como mera ajuda de custo de campanha.
“A precisão com que o esquema de compra de votos foi revelado não deixa dúvidas sobre a oferta, promessa e entrega de bens durante o período eleitoral com o objetivo de garantir o voto de um grupo específico de eleitores em favor da candidatura. O conhecimento e a participação direta do candidato também são claros”, afirmou.


