
Chegada da delegação iraniana a Islamabad para negociações com os EUA (Foto: Instagram)
A delegação iraniana, liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, chegou a Islamabad, no Paquistão, nesta sexta-feira (10/4), com o objetivo de negociar com os Estados Unidos. Este é mais um passo na tentativa de avançar em um acordo para reduzir o conflito na região.
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De acordo com a agência Fars, Ghalibaf está acompanhado por importantes figuras do governo iraniano, como o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Akbar Ahmadian, e o presidente do Banco Central, Abdolnaser Hemmati, além de parlamentares.
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A delegação americana será chefiada pelo vice-presidente JD Vance, acompanhado por enviados do governo de Donald Trump. Antes de partir, Vance expressou otimismo com as negociações. “Se os iranianos estiverem dispostos a negociar de boa fé, nós certamente estaremos prontos para dialogar”, afirmou.
A imprensa iraniana destacou que Teerã condicionou o início das negociações ao cumprimento de certas condições. “Se a outra parte aceitar as condições do Irã, as conversas terão início”, informou a agência.
Entre as principais demandas do Irã estão a liberação de ativos bloqueados e a ampliação do cessar-fogo para outras áreas de conflito, como o Líbano, temas que ainda enfrentam resistência dos aliados dos Estados Unidos.
A agência também informou que o Irã aceitou um cessar-fogo temporário de duas semanas, mas alertou que, caso as hostilidades sejam retomadas, haverá consequências para interesses americanos na região e novas tensões com Israel.
As negociações ocorrem em um contexto de cessar-fogo frágil. Apesar do anúncio da trégua no início da semana, há divergências sobre sua extensão, especialmente no Líbano, e a falta de consenso sobre medidas concretas mantém o cenário incerto.
A chegada da delegação iraniana representa um avanço no processo diplomático e aumenta a expectativa por um possível acordo, que ainda depende de exigências que podem definir o rumo das negociações nos próximos dias.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, classificou a situação como um “momento decisivo” para o futuro do conflito. Em discurso televisionado nesta sexta-feira, Sharif pediu apoio público às negociações, destacando a importância de alcançar a paz e salvar vidas.


