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Trump recua em ameaça ao Irã, mas tensão global persiste

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Após emitir um “coda” agressivo, Trump anuncia cessar-fogo no Irã — sem descartar nova ameaça (Foto: Instagram)

Se você despertou sem sobressaltos hoje e a vida continua com suas anormalidades habituais, é porque Trump, assim como as baleias Cachalotes, emitiu seu coda assustador ontem, mas não atacou. Ele recuou. Substituiu a ameaça de devastação total do Irã por um cessar-fogo. O Irã ainda sofre, mas não foi levado de volta à idade da pedra. Coda é o som emitido pelas Cachalotes, que atinge 230 decibéis. Nós, humanos, não suportamos sons de 180 a 200 decibéis. Mais uma vez, sobrevivemos ao terror de Trump.

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Trump é o belzebu que paira sobre nossas cabeças desde que a maioria dos votos dos americanos o elegeu presidente do país, onde uma multidão de pessoas ainda permite que o demônio levante seus chifres como se fosse dono do mundo.

Dormimos e acordamos com os codas do ser maligno laranja – muito feio por fora, pior ainda por dentro. Bufão assustador que, diariamente, assombra o ocidente e o oriente. Faz o que deseja. Sem qualquer compromisso com a verdade, com a palavra dada, com a humanidade. Sem o mínimo respeito às regras básicas de convivência entre Nações. Poucos apontam que o rei bandido está nu. Exposto, desprovido de virtudes, o desumano brinca seriamente de incendiar o mundo. Empresário que é, com isso, enche os cofres – seus e de sua turma, mundo afora.

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Quedas na aprovação não diminuem a empáfia e os atrevimentos de Mister Trump. 60% dos americanos não querem a guerra que eleva o preço do petróleo (ainda o principal combustível que move o mundo). Jogo macabro que enriquece mais os ricos e empobrece os pobres.

Nos costumes. O de sempre com sadismos adicionais.

Também velha ladainha. Caso conhecido. Sustos repetidos.

Na fila do pão, quem somos nós brasileiros de hoje?

Um povo que majoritariamente compreende a desgraça de mais uma guerra do petróleo – ou pelo petróleo? E que ela nos afeta em todo o esforço em direção a dias melhores para todos?

Entendemos que somos um país “em desenvolvimento”, dito emergente, com economias em expansão, mas melhorias ainda insuficientes para reduzir grandes desigualdades sociais e de renda que nos castigam desde a Independência?

Compreendemos e sentimos que temos ricos egoístas e pobres conformados com suas desventuras?

Ou apenas um povo que acredita que Deus é brasileiro, mas está de mau humor porque não oramos o suficiente para merecer mais e melhores bênçãos?

Conversa chata, né?

Sempre chato lembrar que ainda há esforço para manter o maior número possível na ignorância sobre o Brasil no mundo e o mundo em relação ao Brasil.

Entre os que têm voz ativa na política e na economia brasileiras, há muitos que vestem com orgulho o boné de Trump, com tudo que ele explicitamente significa – para nós e para o mundo. Acordariam vitoriosos se, hoje, o Irã estivesse destruído, o Líbano mais bombardeado, o mundo em chamas.

A lua, até no lado escuro, é também bonita, mostraram os tripulantes da nave Artemis II. Continua intrigante, como todo o desconhecido.

A terra, pobre coitada, segue bombardeada. Em tempo real.

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