
Escritório da Reag Investimentos com ponto de interrogação em parede de madeira (Foto: Instagram)
A Polícia Federal (PF) investiga a Reag, envolvida nos casos Master e Carbono Oculto, por gerenciar fundos com recursos de previdências municipais aplicados em ativos sem lastro, os chamados "títulos podres". Este inquérito, que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), revela o uso desses fundos em estruturas suspeitas.
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A investigação da PF, parte da Operação Encilhamento, também envolve o caso Master, levantando questões sobre a utilização desses fundos em várias frentes. A diferença é que, neste caso, os recursos públicos foram aplicados em fundos da Reag, em vez de diretamente em Letras Financeiras do Banco Master, como em outras previdências.
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Ao menos 25 municípios, distribuídos por sete estados, investiram recursos de regimes próprios de previdência social (RPPS) em fundos que aplicavam em ativos de alto risco ou sem valor de mercado. O inquérito também menciona outras corretoras, como a Gradual, Planner e Trustee.
A investigação indica que os fundos, formalmente para investidores qualificados, usaram recursos de previdências municipais para investir em ativos problemáticos, contrariando normas do Conselho Monetário Nacional (CMN) e com indícios de desvio de finalidade.
Conforme apurado, os ativos eram emitidos por empresas sem capacidade financeira adequada e, em alguns casos, vinculadas aos próprios operadores do mercado.
Quatro investigados têm conexões com estruturas empresariais do caso Master, incluindo empresas ligadas a Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel.
A Operação Encilhamento, iniciada em 2018, investiga irregularidades em fundos de investimento que receberam recursos de RPPS em diversos estados. A PF descobriu que 25 municípios aplicaram recursos de previdência de servidores em fundos que compravam títulos sem lastro.
Esses títulos eram emitidos por empresas sem capacidade financeira e, por vezes, ligadas aos operadores do esquema. O número de municípios envolvidos pode ser maior, com casos em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Mato Grosso e Santa Catarina.
Os processos foram levados ao STF após o Ministério Público Federal (MPF) apontar conexão entre o inquérito da PF e a investigação do caso Master no Supremo.


