
Dólar avança 0,17% e Ibovespa mantém estabilidade em meio a tensões geopolíticas (Foto: Instagram)
O dólar teve um ligeiro aumento de 0,17% em relação ao real, cotado a R$ 5,15 nesta terça-feira (7/4). Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da B3, subiu levemente 0,05%, alcançando 188,2 mil pontos. Apesar das pequenas variações, ambos os indicadores se mantiveram estáveis, mesmo com fortes oscilações ao longo do dia.
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As notícias relacionadas ao conflito no Oriente Médio continuaram a influenciar os mercados globais de câmbio e ações. A declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que “uma civilização inteira iria morrer esta noite” gerou uma forte reação de aversão ao risco entre os investidores.
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A declaração de Trump foi dada poucas horas antes do prazo final (às 21 horas de Brasília) para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo. Além disso, Teerã deve aceitar um cessar-fogo imediato na região.
Com a fala de Trump, os preços do petróleo voltaram a subir no mercado internacional. No final da manhã, o barril do tipo West Texas Intermediate (WTI) para entrega em maio chegou a US$ 116,5.
Durante a tarde, as cotações diminuíram, mas ainda ficaram bem acima do nível pré-guerra, que era em torno de US$ 70. O WTI fechou o dia com alta de 0,48%, a US$ 112,95. Já o Brent, referência para o comércio global, com entrega para junho, caiu 0,46%, a US$ 109,27.
BOLSAS NO MUNDO
Diante do cenário de pessimismo traçado pelo presidente dos Estados Unidos, as bolsas europeias registraram quedas. Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,84%. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,99% e, em Paris, o CAC 40 diminuiu 0,67%.
Em Wall Street, a situação também foi negativa. Às 16h40, os principais índices de Nova York estavam em queda. O S&P 500 caiu 0,40%; o Dow Jones, 0,55%; e o Nasdaq, que concentra ações de tecnologia, recuou 0,54%.
ANÁLISE
Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o dólar valorizou ao longo do dia, revertendo a queda inicial, devido ao agravamento do cenário geopolítico.
“A escalada das tensões entre EUA e Irã — com ultimato sobre o Estreito de Ormuz, rejeição de cessar-fogo por Teerã e ameaças diretas à infraestrutura energética — aumentou o risco de interrupção na oferta de petróleo, intensificando a busca por proteção”, afirma. “Este ambiente sustentou a valorização do dólar frente às moedas emergentes, com o real acompanhando, mas com alta ainda moderada, enquanto o mercado aguarda novos desdobramentos do conflito.”


