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Irã responde a ameaças de Trump, chamando-as de “delirantes e insolentes”

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Chefe do Comando Militar do Irã, Ebrahim Zolfaghari, em pronunciamento transmitido pela TV estatal. (Foto: Instagram)

O Irã rejeitou nesta segunda-feira (6/4) as ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerando-as "delirantes" e "insolentes". Trump afirmou que pretende destruir todas as pontes e usinas de energia do Irã. "Não vou me prolongar mais porque existem coisas piores do que isso", declarou o presidente americano.

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Em uma declaração transmitida pela TV estatal, Ebrahim Zolfaghari, chefe do Comando Militar do Irã, respondeu às ameaças de Trump, afirmando que os EUA não conseguirão reparar a "humilhação" sofrida na região da Ásia Ocidental.

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O porta-voz militar iraniano, em tom provocativo, declarou que as palavras de Trump são "grosseiras e infundadas" e não têm força para mudar a situação atual.

"As declarações grosseiras e insolentes, e as ameaças infundadas do presidente americano, tomado por delírios, não conseguirão reparar a vergonha e a humilhação sofridas pelos Estados Unidos na região da Ásia Ocidental", afirmou.
A referência à humilhação na região, mencionada por Zolfaghari, diz respeito ao resgate de um piloto americano abatido em território iraniano. No domingo (5/4), Trump afirmou que o militar, um coronel, foi resgatado após ser abatido no Irã, está "gravemente ferido", mas em recuperação.

Entretanto, o governo iraniano não confirma a versão apresentada pelos Estados Unidos.

O episódio do piloto, que gerou parte da retórica iraniana, foi detalhado pelo próprio Trump durante uma coletiva no Salão Oval nesta segunda-feira.

O presidente dos EUA descreveu a operação "Epic Fury" como "histórica", destacando que os dois tripulantes ejetaram da aeronave e sobreviveram. "Com isso, trata-se de um feito histórico — um resgate que ficará para os livros", afirmou.

Ao lado do secretário de Guerra, Pete Hegseth, Trump reiterou o ultimato: o Irã teria até terça-feira para reabrir o Estreito de Ormuz, sob risco de destruição de todas as pontes e usinas do país até a meia-noite de quarta-feira, no horário local.

"O país inteiro poderia ser dizimado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã", disse Trump, reforçando a urgência de um acordo.

Hegseth reforçou o tom agressivo, destacando que a doutrina militar americana busca "salvar vidas" e manter a moral das tropas, citando operações recentes como a de resgate de pilotos abatidos em território iraniano.

Teerã, no entanto, já considerou as propostas de Washington como "extremamente incomuns e ilógicas".

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